Educação Financeira para todos

09 de setembro de 2019

Há problema em misturar sociedade e amizade?

Se você já tem uma empresa ou sonha com a possibilidade de montar um negócio próprio, deve, vez por outra, cogitar a ideia de ter o apoio de um sócio. Afinal, desta forma as despesas e as dores de cabeça são divididas, certo? Mas, na prática, nem tudo é tão simples assim.

Apesar das vantagens aparentes de se ter um sócio, você não deve se deixar levar pela empolgação. É preciso estar preparado para ter um sócio. Afinal, uma sociedade pode ser comparada a um casamento. Em ambos os casos, para que tudo corra bem é preciso, além da afinidade, muitos objetivos conjuntos. 

Há situações em que amigos se tornam sócios bem-sucedidos. Da mesma forma, sócios acabam se transformando em grandes parceiros. No entanto, começar a sociedade envolve muitos questionamentos, tais como perfil de cada um, objetivos, habilidades, visão de vida e de negócios etc.

Pense nos prós e contras de ter um amigo como sócio da sua empresa

Não se deixe levar pela emoção

Deixe o emocional de lado, principalmente se o candidato a sócio for seu parente ou grande amigo. Lembre-se: negócios e amizade são aspectos bastante distintos e, quando misturados, podem causar certo mal-estar se não houver preparo para lidar com a situação. 

Veja alguns aspectos a considerar na hora de escolher seu parceiro nos negócios e colher bons resultados: 

  • Procure alguém que pense como você: nunca ofereça sociedade a alguém que não está disposto a dedicar o mesmo esforço que você ao sucesso do empreendimento. Isso gera desgaste e frustração.
  • Veja se vocês se complementam: a busca por competências que fogem à sua habilidade é um dos fatores que levam à procura por um sócio. O ideal é se complementar e não competirem entre si.
  • Escolha alguém que pode investir no negócio: se a pessoa escolhida não tiver recursos para investir, mas tiver conhecimento na área de atuação da empresa, o melhor é que ele trabalhe como consultor, ou que seja contratado como funcionário em um cargo de confiança. 
  • Não tenha um sócio para "trocar ideia": para essa finalidade, é mais fácil contratar um consultor ou um profissional especializado. Você precisa de alguém que lhe ajude a gerir a empresa, a compartilhar decisões, a decidir os rumos e as estratégias e, mais importante, a implantar estes planos.

E lembre-se: para ser sócio é preciso mais do que conhecimento técnico. É necessário ser empreendedor, estar disposto a correr riscos e, também, ter capacidade de gestão.

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